Solidariedade

Vítima de emboscada, trabalhador atingido por 2 tiros precisa de ajuda para cirurgia

Rapaz que sofreu crime por engano há mais de 3 anos pede ajuda para retirar bolsa de colostomia

Por Redação 09 OUT 2019 - 17h37min
Há 3 anos e 4 meses, Edgard busca se recuperar dos 2 diparos que sofreu. Há 3 anos e 4 meses, Edgard busca se recuperar dos 2 diparos que sofreu. Foto: Arquivo pessoal

Essa história poderia acontecer com qualquer pessoa, sob qualquer circunstância, mas essa infelicidade acometeu Edgar Leite Silva, hoje com 34 anos, e o obrigou a parar de trabalhar depois que levou dois tiros de maneira totalmente equivocada no local onde trabalhava: uma lanchonete em Aquidauana, atrás do ginásio poliesportivo da cidade.

Chapeiro por profissão, Edgar preparava os lanches, enquanto havia no estabelecimento o dono que geria o negócio e outro funcionário, um garçom que cuidava dos pedidos na parte externa do container.

Edgard relembra que trabalhava ao lado do colega havia apenas 5 meses. “Não o conhecia direito, mas assim que entrou para trabalhar com a gente, contou que mantinha um relacionamento com uma mulher recém-separada. Soubemos que o ex-marido dela a ameaçou e também esse colega que trabalhava conosco. Ao que me parece, eles não levaram a sério as ameaças”, se recorda o rapaz.

Antes do acidente, Edgard trabalhava dia após dia, para melhorar as condições de vida de sua família. Foto: arquivo pessoal

Dia fatídico – No dia 9 de junho de 2016, Edgar estava preparando os lanches e o local estava cheio. Como havia muitos pedidos, o rapaz deixou a chapa e foi até o balcão, onde havia um freezer, a fim de agilizar o embrulho dos lanches para viagem. Neste momento, o agressor sacou a arma e deu o primeiro disparo, que acertou seu braço.

“Na hora que eu senti o primeiro tiro, ele deu outro que pegou no meu abdômen. Eu me joguei no chão e me arrastei atrás do freezer, para me esconder. Me relataram depois que ele ainda teria dado mais 3 disparos e fugiu do local. Eu não me lembro direito, pois a dor era tão grande que não vi mais nada”, disse Edgard, consternado.

Vítima de uma emboscada em que nada teve culpa ou participação, o trabalhador foi socorrido e logo teve que passar pela primeira cirurgia, já que o tiro que sofreu no abdômen transpassou seu estômago e intestino. “Dois dias depois da primeira cirurgia, deu infecção e tive que ficar 12 dias na UTI. No total, fiquei internado durante 40 dias. Quando saí, já estava com a bolsa de colostomia e vivo nessa situação há 3 anos e 4 meses”, explicou.

Após o crime, alguns clientes teriam relatado que o agressor chegou ao local perguntando pelo nome do garçom, seu colega de serviço. Este, sem se importar com a vida de um trabalhador inocente, teria indicado que Edgar era o suposto novo caso de sua ex-mulher. “Esse garçom sumiu depois do ocorrido. Foi muito triste essa situação”.

Família guerreira

Edgar conta que, apenas 2 dias após ter recebido alta do hospital, seu filho nasceu. “Fui forçado a parar de trabalhar, pois estou com a bolsa de colostomia e tive uma hérnia em decorrência da cirurgia, que me impede de fazer esforço. Como atuo na área da alimentação, ninguém quer dar emprego para uma pessoa que anda com a bolsinha. Estou encostado pelo INSS até conseguir fazer a cirurgia”, explica Edgar.Quando Edgard conheceu Luana Braga Flores, hoje com 23 anos, ela já tinha um filho de 2 anos na época. O chapeiro também tinha um outro filho de um relacionamento anterior e os dois constituíram uma nova família há mais de 4 anos. Luana estava grávida de 8 meses quando aconteceu o acidente com seu marido.

Hoje, o casal vive na casa dos fundos da mãe de Edgar, pois não tem condições de pagar aluguel. Seu filho mais velho, de 9 anos, mora com a mãe, na casa da frente. Edgar mora com a esposa, com o filho de 5 anos, um de 3 e o caçula de apenas 1 ano e 7 meses.

Edgar no hospital, logo após a tentativa de homicídio que sofreu no trabalho. Foto: arquivo pessoal

Batalhadora, Luana vende salgados para complementar a renda, entretanto, esta não cobre todas as despesas da família e os custos com o tratamento do marido.

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Ajuda para cirurgia

Edgard enfatiza que precisa de 15 mil reais para realizar a cirurgia de retirada da bolsa de colostomia. Caso semelhante ao ocorrido com o então candidato Jair Bolsonaro, a família não tem condições de arcar com os custos da cirurgia similar a do presidente e pede ajuda para que o trabalhador possa voltar a trazer o sustento da casa.

“Eu preciso fazer a cirurgia para ter essa chance de voltar a trabalhar. Como a bala que perfurou meu abdômen ainda está alojada nas minhas costas, o médico me disse que vai retirá-la quando fizer a cirurgia. Logo após a recuperação, terei de fazer outra para reconstruir a parede do estômago, onde desenvolveu a hérnia. Mas tenho confiança em Deus que tudo dará certo”, diz otimista.

Para o trabalhador, vítima da insanidade, violência gratuita e do ciúme doentio de um terceiro que nunca viu na vida, sua tristeza, na verdade, é de não poder segurar os próprios filhos no colo. “O mais novo chora e me pede colo, mas não posso segurá-lo, pois a hérnia dói demais. Espero realizar essa cirurgia em breve para poder segurar os meus filhos”, desabafa Edgar.

Para quem puder contribuir com a cirurgia de Edgar, qualquer quantia será bem-vinda. A seguir, anote os dados bancários:

 

Banco Bradesco

Titular: Edgar Leite Silva

Agência: 6982-5

Conta Corrente: 0002941-6

Telefone e WhatsApp para contato: (67) 99841-6794

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