Jorge Henrique Zaninetti

O NOVO BUFÃO DAS OLIGARQUIAS

Por dothCom Consultoria Digital 24 SET 2018 - 14h48min

O sistema oligárquico feudal controla e dita as regras há quatro séculos no nosso País, ou seja, desde o início do Século XVI, quando do Nascimento do Brasil, em 1531, com a chegada de Martim Afonso de Sousa à Ilha de São Vicente.

Desde então as forças dominantes que foram se sucedendo ao longo destes quatro séculos à frente deste sistema oligárquico próprio da Idade Média (já em franca decadência na Europa do Século XV) continuam agindo exatamente como agiam na boa e velha Vila de São Vicente, ou seja:

·         Explorando de forma voraz e desordena os recursos naturais;

·         Explorando a força de trabalho dos gentios (e posteriormente dos escravos e, hoje, de praticamente toda a grande massa dos brasileiros);

·         Manipulado o Estado e suas leis para manter seu modelo de dominação;

·         Tirando o máximo das castas inferiores e oferecendo o mínimo (inicialmente a comida para escravos indígenas e, posteriormente, africanos, e, a partir do Século XX, um mínimo salário (ou melhor, um salário mínimo) para os “homens livres”, imigrantes europeus, nordestinos e, mais recentemente asiáticos, africanos e sulamericanos;

·         Usando em benefício próprio e se apropriando indiretamente de tudo que é público, por meio de artimanhas políticas, jurídicas e de apadrinhamentos e “favores”;

·         Enriquecendo à custa do Estado e da mais-valia aplicada ao seu extremo, a revelia da condição humana;

·         Mantendo o poder econômico concentrado, o monopólio das riquezas naturais e das terras agricultáveis; e

·         Mandando o dinheiro para fora do País (à época, para Portugal, hoje, para os "Paraísos Fiscais").

Por algumas raras vezes na História do Brasil, algumas personalidades e grupos em ascenção tiveram nas mãos a oportunidade de mudar isso.

Tiveram, mas não fizeram, porque ao ascenderem ao Poder, no mais das vezes, associaram-se ao "status quo ante" e também se converteram, no mais das vezes, em “novos” senhores feudais ou, por vezes, em meras “Rainhas da Inglaterra”.

Em resumo, ao ascenderem, tomaram gosto pelo poder, acabaram ficando e, de uma forma ou de outra, se corromperam, se acomodaram e/ou buscaram apenas meios de nele se perpetuar.

Dentre eles, os principais exemplos são, os Inconfidentes, os Andradas, A República da Espada, a República Oligárquica (Barões do Café), Getúlio Vargas, a Ditadura Militar de 1964 e Lula da Silva (República Sindical).

Nenhum deles resistiu ao “canto da sereia” entoado pelas oligarquias antecedentes que tentavam subjugar. De modo que, de um período histórico para outro, as velhas oligarquias foram sem “modernizando”, incorporando ao "Familísmo" os novos tipos de senhores feudais e, sobretudo, adaptando seus velhos discursos às mudanças e às novas ideias trazidas do Velho Mundo.

Durante os períodos do Brasil Colônia e do Brasil Imperial, com o apoio da Igreja Católica, as Famílias da Nobreza, os Fidalgos e o "Familísmo" controlaram, quase que tranquilamente, o Estado as riquezas, seus vassalos e escravos.

Com a República não foi muito diferente, na medida em que chefes militares, barões da agricultura e clérigos sempre se renderam aos encantos dos velhos oligarcas e a eles aderiram ou foram por eles aceitos.

Como dito, raras foram as vezes em que a oportunidade de tornar o Brasil “um país para todos” se apresentaram, mas em todas elas o novo status quo sucumbiu às artimanhas e atrativos do velho.

Foi assim, como dito, com os Inconfidentes (com exceção de nosso Mártir da Independência, Tiradentes), os Andradas, a República da Espada, a República Oligárquica (Barões do Café), Getúlio Vargas, a Ditadura Militar de 1964 e, mais recentemente, Lula da Silva (República Sindical).

Como aconteceu nas vezes anteriores, agora, com a derrocada da República Sindical, a qual protagonizou um dos maiores episódios da História recente do mundo, de assalto ao Estado, às Instituições e à Coisa Pública, as Velhas Oligarquias estão esfregando as mãos e não vêem a hora de entronar seu “Novo Bufão”.

Com isso, enquanto ele estiver desfilando em seu Dólmã de botões dourados (escondendo, porém, seu Stahlhelm) ou ficar brincado de Xerife Mau do tipo "Eu sou a lei", os aristocratas poderão continuar a fazer o que sempre fizeram nessa região do Planeta Terra, onde os que nela habitam, por algum estranho motivo, chamam a si mesmos, Brasileiros.

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