Delegado da PF acredita que incêndios que devastam o Pantanal são intencionais

Corporação deflagrou operação ontem (15) para identificar os responsáveis

Por Da redação 16 SET 2020 - 09h51min
Segundo a investigação, 25 mil hectares dos cerca de 815 mil já foram devastados pelo fogo Segundo a investigação, 25 mil hectares dos cerca de 815 mil já foram devastados pelo fogo Foto: Divulgação

O delegado Alan Givigi, responsável pela Operação Mataa, deflagrada ontem (15) pela Polícia Federal para identificar os responsáveis pelas queimadas que consomem o Pantanal, acredita que a devastação pelas chamas foi intencional. Os investigadores apreenderam documentos e celulares de fazendeiros.

A linha de investigação seguida pela polícia indica que as chamas foram produzidas na intenção de substituir a vegetação de um dos mais ricos biomas do mundo por pastagem, o que era proibido por se tratar de área de proteção ambiental. Segundo a investigação, 25 mil hectares dos cerca de 815 mil já foram devastados pelo fogo.

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Em entrevista ao Estadão, o delegado afirma que “as queimadas começaram em fazendas da região, em espaços inóspitos, dentro das fazendas, onde não há nada perto, o que nos faz entender que não pode ser acidente. Teoricamente, alguém foi lá para isso (atear fogo)”. "O fogo nesse caso seria para queima da mata nativa para fazer pasto. Já que não pode desmatar, porque é área protegida, coloca fogo e o pasto aumenta, sem levantar suspeita", acrescentou.

Em uma das diligências, na casa urbana de um dos fazendeiros, em Corumbá, a PF apreendeu armas e munições de uso restrito. Ele foi preso em flagrante por posse ilegal de arma de fogo.

Os nomes dos alvos não foram divulgados. Caso sejam indiciados, os investigados poderão responder pelos crimes de dano à floresta de preservação permanente, dano direto e indireto a Unidades de Conservação, incêndio e poluição.

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