Decisão Judicial

Negado pedido de liberdade provisória para PM que matou policial ambiental por ciúmes

Izaque Leon Neves está preso preventivamente pelo assassinato do cabo da Polícia Militar Ambiental Jurandir Miranda, de 47 anos, em Aquidauana, em outubro de 2019

Por Schimene Weber 10 JAN 2020 - 15h31min

Foi negado o pedido de liberdade provisória para o Policial Militar Izaque Leon Neves que, no dia 24 de outubro de 2019, assassinou o cabo da Polícia Militar Ambiental Jurandir Miranda, de 47 anos, em Aquidauana, por ciúmes.

Conforme noticiado, na época, pela equipe de reportagem do jornal "O Pantaneiro", Izaque estava em sua lanchonete no bairro Santa Terezinha, na noite do crime, quando Jurandir passou pelo local e parou sua moto Yamaha XTZ 125 na frente do estabelecimento. Testemunhas disseram que Izaque se levantou da cadeira, sacou uma pistola e atirou várias vezes contra Jurandir, que ainda estava sobre a moto.

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A vítima caiu ferida e o soldado da PM continuou atirando e em seguida se aproximou e tentou enforcá-la, mas foi impedido por outro PM que passava pelo local. A vítima chegou a ser socorrida pelo Corpo de Bombeiros e Samu (Serviço de Atendimento Móvel de Urgência), mas morreu no hospital. Nas imediações da lanchonete foram encontradas seis cápsulas de pistola calibre.40. A Polícia Civil informou que Izaque não aceitava a separação e por diversas vezes se desentendeu com Jurandir, tanto que já houve registro de desavenças e várias trocas de ameaças entre os dois policiais. Ambos, inclusive, chegaram a receber punições militares por conta dessa rixa.

Ele fugiu na data do crime e se entregou na manhã do dia 26 de outubro, um sábado. Ele teve a prisão preventiva decretada pelo juiz Giuliano Máximo Martins, da Vara Criminal de Aquidauana, no dia 25 de outubro.

A ex-mulher de Izaque procurou a Polícia Civil para prestar depoimento e disse que, antes de matar Jurandir, o policial telefonou para ela e a ameaçou, dizendo que se fosse vista com outro homem seria assassinada na presença dos dois filhos do ex-casal. Ela solicitou medida protetiva de urgência, deferida pelo juiz assim que decretou a prisão de Izaque.

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